Conta, peso e medida

Posted on Janeiro 21, 2013 por

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Duas notícias chamaram-me a atenção recentemente:

1)      Um novo modelo da nota de 5 euros vai entrar em circulação em maio;

2)      O quilograma está mais pesado.

Ao que parece, o objeto usado para padronizar a medida do quilo ganhou cerca de 100 microgramas devido à contaminação por carbono. É incrível como a culpa é sempre de alguma força exterior. Acho que já era tempo do badocha do cilindro assumir que não mexeu uma palha nos últimos 140 anos. Sempre ali parado, a fazer nenhum. Depois admira-se.

Seja como for, acho que a desculpa é perfeita para estender a repadronização. Eu sugiro que as novas notas de 5€ também valham mais. Devido à contaminação por ativos tóxicos. E ouvi dizer que esses, ao contrário do carbono, não tiveram maneiras nenhumas e contaminaram à bruta. Por isso, a proporção do aumento devia ser maior do que os 0.0000001 dos 100 microgramas para o quilo. Ao que consta, as coisas não são bem assim, mas parece-me válido.

Esta história da renovação das notas do euro só pode advir dos presidentes do BCE terem sido um francês e um italiano, desde final de 2003. Sempre os mesmos larilas. Fosse o Constâncio o presidente e não havia cá mudanças para ninguém, nem que o euro já datasse da década de 1950. Se uns óculos dessa altura continuam a servir, porque é que se haveria de mudar as notas?

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Chamou-me ainda a atenção o facto das novas notas virem com um retrato de Europa, figura mitológica grega, na marca de água e no holograma. Irónico. Desde logo, acho irónico que Europa seja uma figura mitológica grega, quando a Grécia está prestes a tornar-se uma figura mitológica europeia. Acho também irónico que todo o dinheiro europeu passe a ter o seu quê de grego. Deve ser uma indireta sobre a Grécia ter deixado uma marca no euro, com a sua contabilidade meio mitológica. Ainda assim, parece-me razoável que se escolha um símbolo do país que menos vai pôr a vista em cima das notas. Afinal de contas, eles já devem estar cansados de ver a Europa. A da mitologia. Em compensação, a da geografia também já não deve poder ver a Grécia à frente.

Com isto, reparo que tenho ali umas bolachas a olhar-me com ar reprovador. Isto é apenas uma interpretação, mas acho que é a dizer-me que não devia deixar-me ficar para trás em relação ao quilograma… Sim, deve ser isso. *nhom nhom nhom nhom*

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