O mesmo copo

Posted on Maio 30, 2013 por

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Deixei-te para o fim mas não leves a dal. A mal.

É a mal que se escreve.

É dos dedos que estão lentos ou da cabeça que quer mais do que aquilo que alcança a estas horas da noite ou de amanhã. Quase que já é amanhã e não acerto à primeira na porcaria do seis. Deve ser disso, ou dos copos.

Queria deixar-te para o fim para ter mais tempo para ti. Engraçado.

Ter mais tempo para ti vem do não te dedicar tempo quase nenhum no entretanto, se calhar. Do fugir de ti, ora sim, ora também. Se calhar

se calhar não, de certeza

se calhar acho que assim é que é e que assim é que vou lá, mas nunca funcionou. O que seria se eu deixasse de acreditar que desta é que é, também, mas volta e meia acabo no mesmo bar para beber o mesmo copo e para acabar com a mesma dor de cabeça no dia a seguir. E se?

We cannot escape from each other

Voltando atrás tinha feito tanta coisa que nunca teria acontecido, pudesse eu voltar atrás as vezes que quisesse pensar que podia fazê-lo. Pensar no voltar atrás não tinha a mesma força se desse mesmo para voltar, é isso, vai na volta e o que me alimenta é precisamente o que dá na tal dor de cabeça enquanto não a tenho.

Dedicar-te o tempo todo sem te ter dedicado tempo algum, e sem saber qual dos pontos de vista é o mais importante. Devia ser o meu, ora essa!, mas às tantas mistura-se.

Livres, enquanto não soubermos bem aquilo que nos prende.

a

Imagem: Ligação

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